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[FP] Antonina Gilles

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Mensagem por Antonina Gilles em Dom Ago 04, 2013 9:34 am


MODELO DE FICHA

Os fortes usam as ideias, enquanto os fracos, as armas.

Dados Básicos - Fisico/Psicologico
NOME:
Antonina Gilles.
CODENOME:
Apelido Gilles, por obséquio.
IDADE:
20 anos.
NACIONALIDADE:
Alemã.
GRUPO:
Humanos.
OCUPAÇÃO|PROFISSÃO:
Estagiária de Jornalismo.
Antonina possui uma beleza comum, assim ela prefere pensar, não gosta de chamar atenção para si, mesmo sabendo que a imagem é tudo em seu trabalho. Mede 1,68, acha-se muito alta para seu gosto, mais um pouco poderia tocar o céu, como fala para seus "amigos”. Tem o cabelo ondulado, quase com vida própria, tendo problemas todas as manhãs para doma-lo. Sua parte do corpo que gosta mais são seus olhos, verdes caramelados, além de ser sua cor favorita, é a única “beleza” que conseguiu puxar da sua mãe já falecida. Possui um rosto fino e pele levemente bronzeada. Ah, sua marca registrada são suas sobrancelhas, um tanto “discretas”, mais um motivo para não chamar atenção, pois elas sempre ganham da Antonina.

“Não tente me entender, não é uma escolha muito sábia, eu desisti há muito tempo." Antonina é altruísta nos momentos certos; e teimosa nos errados. Pouca paciente e muito dinâmica, está sempre pronta a uma aventura, cheia de energia. Possui uma personalidade ativa e dedicada, constantemente em busca do saber e da verdade. Prefere argumentar, achar todos os meios a quem se opõem as suas ideias ou ações, antes de perder a cabeça despojando todas as palavras difíceis que vier a mente. Por ser um tanto solitária (devido ao seu dom que pode emergir em um ataque surpresa), as pessoas a consideram distante e estranha, mas é difícil não notar sua presença, pois possui um refinamento inigualável. Procura viver de acordo com suas experiências e descobertas e não conforme padrões pré-estabelecidos. Não se atrai por “agitos” e modismos, considera isso como coisas descartáveis. Prefere atividades que não envolvam esforço físico, ou mesmo com máquinas.
Poderes e Habilidades
Clarividência
Não é um dom que pode ser dito como Mutante.

Antonina tem a capacidade de obter informações sobre um objeto, pessoa, a localização física ou evento que aconteceram, está acontecendo, ou vão acontecer. Estas informações podem vir na forma de visão simples, ou presença, mas muitas vezes vem pelos sonhos. Com um pouco de esforço pode ver a época e local invisível e intangível, tendo liberdade de se mover dentro de um espaço definido. Quando acontece por visões, Antonina instantaneamente fica consciente do que aconteceu, tendo que usar lápis ou caneta para descrever as mesmas, mas o uso excessivo deste dom a deixa com dores de cabeças e mais irritada do que o normal. Ela não sabe, mas por ser clarividente suas memórias são totalmente ocultas assim como sua mente que se torna uma bagunça para qualquer telepata que tente invadi-la.
Antecedentes históricos
Tenho quase certeza que isso é mais um dos meus sonhos sem sentido.

O ar adocicado tocava em meu rosto gentilmente, levando-me para um caminho onde não tinha forças para contrariar, ou talvez no fundo não quisesse opor-me a ele. Sob meus pés senti a áspera e quente grama, abrir os olhos ardendo. Estava em um jardim, que atrevo a dizer, parecia mais um labirinto de flores e arvores. Respirava fundo exaurindo qualquer devaneio ou sentimento de culpa, meu corpo absorvia o calor dali, quente e amigável. As lagrimas caiam e chegavam até meus lábios. Chorava como se o mundo todo conspirasse contra mim. Chorava como se fosse à última vez que veria aquele jardim de beleza tão incomum.

Levantei as mãos palpando o ar até encontrar minha barriga. Estava gravida. Odiava-me e não sabia o porquê, mas sentia medo pela criança que viria ao mundo. Medo pelo o que ela iria encontrar; medo por não vê-la crescer.

Acordei com o despertador irrompendo ao meio meu sonho que mal conseguia lembrar. Abri os olhos relutantes e lagrimosos com dor nas têmporas, minha cabeça parecia que ia explodir, exalava a bebida alcoólica. Bebera demais noite passada festejando um furo de reportagem; um politico traindo a mulher com um mutante na forma de besouro, ou era uma barata? Que seja. Não gosto muito de fazer esse tipo de reportagem, mas precisava de dinheiro ou seria expulsa desse pequeno grandioso e pouco luxento apartamento; mais para um kitnet. Levantei lentamente confirmando com o olhar o quarto. "Não acordar com estranho ao lado, checado." Sorri desdenhoso. Precisava urgentemente de um banho, orando para que meu lado bêbado não tenha feito nenhuma besteira.

Cheguei ao escritório calmo; minha definição de calmo é de funcionários com olhos profundos de dias sem sono, bebendo café até ter uma ulcera, correndo de um lado para o outro aos celulares com seus ‘informantes’ na procura de reportagens ‘confiáveis’ ou ‘quentes’. Meu sonho sempre fora ser repórter, mas sabe, tem aquele ditado ‘começar de baixo’? Bem, é o que meu pai sempre dizia, acho que era mais uma invenção sua, um jeito estranho em dar metáforas como apoio emocional. Jeff vinha em minha direção sorrindo de canto em canto do rosto, com sua câmera potente – não é uma Dark Energy Câmera, mas é mais potente que o meu amado cânon Eos Rebel XS. "Ótimo. Só pelo sorriso sei que fiz alguma besteira". Pensei preparando-me mentalmente para ser a piada do ano. Mas para minha surpresa, a piada do ano não fora eu e sim o Salmão, assistente do editor-chefe, que tentou seduzir o barman para pagar a conta. – estava tão bêbado que dizia “É por minha conta!”. No final, acordou com um olho roxo e com os cartões de créditos cortados.

Esbanjei um sorriso companheiro a ele, mas aliviada por não ter sido eu. Sentei no meu cubículo rotineiro, suspirando ao vários post-it coloridos de Rosa. Quase dei um gritinho histérico – coisa que não faço sempre - ao recado: “encontrar urgentemente com o chefe”. Levantei em um pulo até a mesa da Rosa, secretária do editor-chefe.

- Porque não me mandou uma mensagem? - girei com as mãos no ar eufóricas, sussurrando.

- Você não disse que havia sido roubada? – ela baixou os óculos com a expressão rígida – E, além disso, eu mandei. Você não viu os post-it em seu cubículo?

Argumentar com a Rosa era perda de tempo. Virei para porta do editor-chefe, dessa vez preparando para escutar algum sermão por algo que não lembrara de ter feito, ou alguém para descontar a raiva de um assistente tão tolo. Inspirei todo o ar que podia, como se quando entrasse, não pudesse respirar. Bati três vezes na porta, murmurando ‘licença’ quase mudo. Ele estava de pé, olhando pelos vidrais o mundo afora, o sufoco do trânsito e o sol poente brilhando de tão lindo.

- Foi você que obteve o furo do politico? – disse ele sem rodeios em uma voz grave e delicadamente ameaçadora.

As palavras escaparam de minha boca. Apenas acenei com cabeça esperando que ele tivesse olhos em suas costas.

- Como soube?

Normalmente são apenas sonhos - como a que eu tive hoje de manhã, lembranças de outras pessoas -, às vezes é para alerta-me sobre alguém ou algo, ou para ajudar alguma pessoa, mas tem melhor parte, quando vejo memórias de outras pessoas. Essas informações podem vir na forma de visão simples, ou presença. Se eu me esforçar um pouco consigo ver a época e local. Mas quando preciso de algo, como descobrir, por exemplo, um furo de traição, eu recorro a ele. Ah, só que eu o uso nos últimos dos últimos recursos, no outro dia a dor de cabeça ataca, sabe? Era o que queria dizer.

- Dei sorte? – falei mordendo os lábios.

O editor-chefe virou-se abruptamente com uma das sobrancelhas levemente levantada, uma expressão meio óbvia de pouca credulidade em minhas palavras. Sentou-se na sua mesa, com o queixo erguido e o peito inflado com ar de superioridade, parecia um pavão querendo mostrar respeito.

- Certo. Você não quer falar quem é seu informante, não a culpo, este é um mundo de competidores.

Informante? Arregalei os olhos. Ele assentiu confirmando algo que não era verdade. Não o contrariei, ainda esperando pelo sermão.

- A chamei aqui para parabeniza-la, mas, além disso, para passar um trabalho a você. – falou – Quero que vá a Nova Iorque investigar sobre os mutantes.

Sobre os mutantes? Eu fiz alguma coisa de errado? Isso é alguma desculpa para mandar um estagiário embora? Novamente as palavras não saiam. Fiquei aterrorizada. Investigar algo que não é mais novidade, em outras palavras demissão. O medo aos poucos transformava em raiva, não sei como me segurei em apontar o dedo e dizer umas boas verdades ao seu respeito. Mas logo ele fez o favor de interromper meus pensamentos enraivecidos com um gesto.

- Não se preocupe, estou a mandando a trabalho. Você deve saber sobre os sumiços de crianças, que são principalmente crianças mutantes. Quero que descubra algo sobre isso. Esta informação estará na primeira pagina. – um sorriso forçado pairou em seu rosto – Além de ganhar uma boa quantia, sei que está precisando, seu emprego aqui está garantido, quando terminar seus estudos.

Cruzei os braços pensativos, mas não demorei a respondê-lo aceitando. Este pode ser um momento único para alavancar meus sonhos e é claro, para ganhar dinheiro, sem ele não se pode viver. Sai da sala com um sorriso no rosto e um objetivo na mente. Ignorei Rosa que parecia não acreditar por ter saído ilesa. Iria descobrir estes sumiços nem que seja a última coisa que faria na vida.
Outros Dados
FRAQUEZAS:
◆ Toda a fraqueza que um humano pode ter.
◆ Medo de não encontrar as respostas de suas perguntas.

MANIAS:
◆ Morder os lábios e perder a paciência facilmente.

PERICIAS:
◆ Perita em línguas mortas.
◆ Linguagem Corporal.


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Antonina Gilles


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Mensagem por Lady Red em Dom Ago 04, 2013 5:19 pm



Ficha Aceitada!

Seja bem-vinda aos humanos(nossa, isso soou ruim), enfim... Sua ficha ficou muito boa e fofa, sua escrita é impecável sem nenhum erro aparente. Adorei seus antecedentes e adorei sua profissão. Repórteres estão com tudo, além do que você colocou a trama na sua história e isso ficou ótimo. Muito boa, ganhou 5 de EXP. 


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Lady Red


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